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Contaminação cruzada por glúten: o que é e como evitá-la

22 de maio de 2019

Aproveitar refeições junto da família e amigos é uma tradição que ultrapassa gerações, culturas e crenças. Afinal, quem não gosta de comer bem e em boa companhia, não é mesmo? Acontece que para pessoas celíacas esses momentos podem se tornar uma grande dor de cabeça, por causa da contaminação cruzada.

A contaminação cruzada acontece quando partículas de glúten contaminam alimentos, utensílios ou superfícies originalmente isentos da presença desta proteína. Mas a boa notícia é que ela pode ser evitada. Por isso, separamos orientações para quem tem dúvidas sobre como preparar suas refeições sem preocupação.

Como ocorre a contaminação cruzada por glúten?

Fatores como higiene local, pessoal e material, assim como processos de armazenamento e manuseio de alimentos, podem influenciar este processo. Além disso, a contaminação cruzada pode ocorrer em diferentes etapas, do plantio ao cozimento e manuseio de ingredientes. Por essa razão, todo o cuidado é importante.

De acordo com o Codex Alimentarius, um programa criado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), produtos com mais de 20 ppm (partes por milhão) de glúten não podem ser considerados aptos para celíacos. Ou seja, se passar desta quantidade, o alimento já estará contaminado.

Para se ter uma ideia, se considerarmos 2 litros de suco de maçã, com uma gota de glúten (que representaria em média 50 miligramas) o suco já estaria contaminado e impróprio para ingestão de celíacos.

Quando ocorre a contaminação cruzada?

Em restaurantes e estabelecimentos comerciais não atentos aos perigos da contaminação, ela pode ocorrer de maneira muito fácil. Acontece, por exemplo, no manuseio de alimentos com glúten e sem glúten por meio dos mesmos utensílios, como panelas, talheres, pratos, copos e até mesmo o forno. E o mesmo cuidado serve para quem realiza preparações em casa.

Em ambientes nos quais alimentos sem glúten e com glúten são preparados juntos, sempre haverá contaminação cruzada. Neste caso, se você descobriu que é celíaco e está com dúvidas, o ideal é sempre ter seus próprios utensílios e evitar preparar alimentos em panelas, fornos e microondas compartilhados com alimentos que contenham glúten. 

Já na hora de comer fora de casa, a prática mais indicada é a procura por estabelecimentos especializados na produção de refeições sem glúten. Somente desta maneira você poderá consumir pratos deliciosos sem precisar se preocupar com a contaminação cruzada. Atualmente, é possível encontrar diversos restaurantes e lancherias dedicados a uma alimentação voltadas para pessoas com restrição ao glúten, leite e para pessoas veganas.

Quem é celíaco sabe que o organismo pode reagir de diferentes maneiras à presença do glúten nos alimentos ingeridos. Como uma reação imediata, sintomas como diarreia, constipação, alteração no apetite, vômitos, náuseas, humor alterado, distensão abdominal e dor abdominal podem ser percebidos.

Como evitar a contaminação cruzada?

Algumas práticas devem ser adotadas por quem quer evitar a contaminação cruzada por glúten. De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), ações precisam ser pensadas desde a escolha e compra de produtos até o consumo do alimento. As principais delas são:

  • áreas de preparação de alimentos sem glúten e com glúten devem ser diferentes;
  • utensílios utilizados na preparação dos alimentos devem ser diferentes;
  • locais de armazenagem dos alimentos devem ser diferentes;
  • a origem dos alimentos industrializados deve ser extremamente confiável;
  • ingredientes naturais devem ser corretamente selecionados e submetidos a um cuidadoso processo de higienização.

Além dessas práticas básicas, outros cuidados devem ser tomados na hora de comprar alimentos, comer fora de casa ou organizar sua cozinha de modo a evitar a contaminação cruzada. Seguem algumas dicas:

  • Para a compra de alimentos industrializados, a embalagem deve apresentar a informação “não contém glúten” e os ingredientes dos produtos devem ser checados. Além disso, é sempre bom comprar produtos com a garantia de credibilidade do fabricante e que possuem certificações.
  • Na padaria, embutidos não podem ser cortados com os mesmos utensílios utilizados em alimentos com glúten.
  • Em restaurantes, o óleo utilizado para preparar alimentos com glúten não pode ser compartilhado com alimentos isentos desta proteína. Além disso, massas livres de glúten não podem ser cozidas na água utilizada para cozinhar massas comuns.

  • Já em casa, utensílios antigos, como panelas e formas, podem acumular resíduos de glúten se foram utilizados na preparação de alimentos com a proteína. O ideal seria a troca desses objetos.
  • Na cozinha, é preciso ficar atento a pontos que acumulam migalhas, já que são locais com potencial para a contaminação cruzada.
  • Batedeiras e liquidificadores costumam guardar o pó de trigo em seus motores. A poeira também pode ficar em suspensão no ambiente por até 24 horas.
  • Na hora de lavar panos de prato e toalhas de mesa, estes itens devem ser lavados separados de itens que possam ter tido contato com o glúten.
  • Na hora de lavar a louça, é preciso ter duas esponjas de cozinha, uma para louças que tiveram contato com o glúten e outra para utensílios que não tiveram.
  • Além disso, itens variados podem conter traços de glúten em sua composição, como ração para animais, medicamentos, suplementos, cosméticos, massinha de modelar, giz de lousa, balões de látex, tinta facial e cola branca. Ao adquirir estes produtos é preciso ficar atento a sua fórmula e à presença de glúten.

Opções que você pode consumir e confiar sem medo

A Vitalin Sem Glúten possui certificação Gluten Free, uma garantia de que nossos alimentos são produzidos com ingredientes livres de glúten, de acordo com um rigoroso controle de qualidade e rastreabilidade na cadeia produtiva. Veja algumas opções que podem tornar seu dia mais saudável de maneira prática e saborosa.

 

Com textura macia e sabor sem igual, a Mistura para Pão Multigrãos é uma ótima opção para o café-da-manhã ou lanche. Além disso, ela possui cereais nobres e funcionais (aveia, linhaça, chia, gergelim, amaranto e quinoa) ideais para quem busca uma alimentação mais nutritiva e balanceada.

Você quer seguir uma dieta rica em fibras? Então sua parceira ideal nesta missão é a Aveia Vitalin Sem Glúten. Disponível nas versões flocos, flocos finos, farinha, com frutas e cereais, a aveia pode ser misturada com leite, vitaminas, frutas ou com o que a sua criatividade mandar.

Utilizada em receitas com textura macia e sabor incrível, a Mistura para Pizza Vitalin é muito prática. Basta misturar os ingredientes, despejar na forma, aguardar alguns minutos, até a massa fermentar, e levar ao forno. Não precisa sovar! Além disso a massa é super versátil e pode ser consumida com qualquer tipo de recheio, seja ele doce ou salgado.


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Por que tantas pessoas estão optando por uma alimentação sem glúten?

29 de abril de 2019

Qualquer pessoa que vai ao supermercado consegue notar a diferença: há poucos anos era difícil encontrar produtos sem glúten nas prateleiras e atualmente há corredores inteiros reservados a estes itens. A mudança está relacionada a hábitos de consumo.

Os produtos glúten free nasceram para atender o público celíaco, que quadruplicou desde a década de 50. O organismo dos celíacos produz uma reação imunológica ao glúten e, por essa razão, estas pessoas precisam banir a proteína de sua alimentação. Pelo menos 55% dos consumidores celíacos gastam 30% do seu orçamento, ou mais, com produtos sem glúten, mas a grande reviravolta deste mercado veio com novos adeptos à dieta: as pessoas que buscam uma vida mais saudável.

Somente nos Estados Unidos, 28,5% das pessoas querem reduzir ou eliminar a proteína de suas refeições e o mercado de produtos gluten  free já movimenta mais de US$ 10 bilhões por ano. No mundo inteiro, essa tendência de mercado vem crescendo para atender um público consumidor exigente.

Mas por que tantas pessoas estão optando por uma alimentação sem glúten? Antes de mais nada, é preciso entender o que é essa substância, onde ela aparece e como pode ser evitada na alimentação.

O que é glúten e como ele é produzido?

Nos últimos anos criou-se um tabu relativo ao consumo do glúten, mas nem todo mundo sabe o que esta substância realmente é. Por isso vamos esclarecer: o glúten é a combinação de dois grupos de proteínas, a gliadina e a glutenina. É uma substância natural, encontrada dentro dos grãos de trigo, cevada e centeio.

Portanto, o glúten sempre esteve presente nesses ingredientes. A maneira como os grãos são produzidos na indústria moderna, contudo, pode ter relação com a forma que o nosso organismo metaboliza o glúten.

Ao longo dos anos, a indústria alimentícia vem desenvolvendo mutações nos grãos de trigo, para que eles sejam mais resistentes a pragas ou para que a colheita seja feita de forma mais eficiente. Em razão dessas modificações, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o trigo consumido atualmente possui 20 vezes mais glúten do que há 40 anos. E se não bastasse este aumento, alimentos com glúten estão cada vez mais presentes na rotina do brasileiro.

Evolução do consumo de glúten

Por fazer parte da composição de ingredientes tão comuns, o glúten aparece em muitas refeições. De acordo com a Embrapa, o consumo de farinha de trigo no Brasil dobrou desde os anos 70, passando de 30 kg por pessoa, ao ano, para 60 kg. A praticidade de pães, biscoitos, bolos e massas prontas vem recheada de glúten e esses são os protagonistas das refeições de muitas pessoas. O problema é que estes alimentos industrializados possuem poucas fibras, nutrientes, vitaminas e minerais e uma refeição pouco balanceada não tem como ser benéfica ao organismo.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos brasileiros não consomem as porções diárias de frutas, verduras e legumes recomendadas. E essa deficiência de nutrientes, somada ao acesso exagerado ao glúten, pode ter um impacto negativo na sua saúde.

O surgimento da sensibilidade ao glúten

Diferente da doença celíaca, a sensibilidade ao glúten é caracterizada como uma reação menos severa à ingestão desse tipo de alimento. Seus sintomas são diarreia, dor abdominal, gases, perda de peso, dores nos ossos ou nas juntas, dormência nas pernas, dores de cabeça, confusão mental, dermatite e anemia. E são essas reações no organismo que levam cada vez mais pessoas sensíveis ao glúten a reduzir ou eliminar a proteína de suas refeições.

Esta sensibilidade é uma doença que começou a ser estudada a pouco tempo e é difícil de ser diagnosticada, já que seus sintomas confundem-se com o de outras condições. Novos estudos, contudo, estão esclarecendo pontos relacionados à doença.

Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram que as pessoas que têm a barreira intestinal enfraquecida sofrem uma resposta imunológica inflamatória ao ingerir glúten, mesmo sem ter a doença celíaca ou alergia ao trigo. Diferente da reação celíaca, contudo, esses pacientes apresentam uma inflamação sistêmica espalhada pelo corpo, o que caracterizaria os sintomas citados.

As causas da sensibilidade não-celíaca ainda não foram comprovadas, mas esta condição está levando várias pessoas a reduzir a ingestão de glúten. Ao perceber o desaparecimento dos sintomas, estes pacientes relacionam a ausência da proteína a uma vida mais saudável, decidindo por excluir o glúten da alimentação.

A vida sem glúten veio para ficar

Os celíacos representam cerca de 1% da população mundial, mas acredita-se que mais 5% da população sofra com os sintomas da sensibilidade ao glúten. Para estas pessoas, o corte do glúten na alimentação pode resultar em efeitos positivos ao organismo, tais como:

  • melhor digestão dos alimentos;
  • maior absorção de vitaminas e minerais;
  • prevenção de casos de anemia;
  • redução de inflamações causadas por doenças autoimunes, artrites e problemas intestinais.

Para ajudar você na hora de escolher alimentos sem glúten, nutritivos e saborosos, a Vitalin oferece uma linha completa de produtos, como aveias, grãos, misturas para bolo, cookies e snacks. Dessa forma, você não precisa excluir da alimentação aquilo que mais gosta de comer. Acesse nosso site e saiba mais sobre as nossas opções. Ser saudável é se sentir bem!


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Fome Real x Fome emocional: qual a diferença?

15 de janeiro de 2019

Você já parou para pensar se sente fome ou apenas vontade de comer? Se você é daquelas pessoas que abrem a geladeira para pensar, mesmo de barriga cheia ou sempre sente vontade de comer um “docinho”, talvez você tenha Fome Emocional, que é diferente da fome natural que sentimos, também conhecida como Fome Real ou Fome Fisiológica.

A Fome Real é identificada por meio dos sinais que o corpo manda quando precisa comer para sobreviver e ingerir nutrientes para realizar suas funções vitais. Ela pode se manifestar de diversas maneiras, como a sensação de “vazio no estômago”, tontura, dor de cabeça e irritação.

Já a Fome Emocional, também conhecida como Fome Psicológica, não está ligada às nossas necessidades fisiológicas, e sim, com a mente. Geralmente aparece nos momentos em que achamos que precisamos nos recompensar com comida por alguma situação que abalou o nosso estado emocional. É aí que entram os famosos: “eu mereço” ou o “hoje pode”. O grande problema é que o cérebro é esperto, e sabe que a recompensa é maior com a combinação de açúcar e gordura.

A Fome Emocional também acontece naqueles momentos de “vontade” repentina de comer determinado alimento, ou socialmente, quando estamos em momento de confraternização, festas com amigos e almoços familiares. É aquele sentimento de compartilhar o alimento e de jogar conversa fora enquanto beliscamos.

Para identificar se sua forma é realmente fisiológica, você precisa estar atento aos sinais do corpo. A escala da fome, desenvolvida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), ajuda a identificar as reações e é composta por 10 níveis, nos quais o 0 corresponde a “sem nada no estômago” e o 10 indica que está “realmente muito cheio, como um balão”.

Confira os detalhes da escala de 1 a 10:

1. Faminto: provavelmente com dor de cabeça. Não consegue se concentrar e começa a sentir-se tonto. Pode ter problemas de coordenação. Está sem energia e necessita deitar. Isto pode ocorrer durante uma dieta muito restritiva;

2. Não tolera nada: sente-se irritado, mal-humorado, com muita fome e com pouca energia. Pode até sentir náuseas. Está esfomeado;

3. O desejo de comer é forte: sente um vazio no estômago e a sua coordenação começa a diminuir;

4. Começa a pensar em comida: o seu organismo dá sinal de que quer comer. Está com alguma fome;

5. O seu corpo tem energia suficiente, tanto ao nível físico e psicológico e começa a se sentir satisfeito;

6. Sente-se satisfeito e confortável.

7. Passou o ponto da satisfação, no entanto, ainda consegue arranjar espaço para comer um pouco mais. O seu corpo diz “não” e a mente diz “sim” para mais algumas garfadas;

8. Já se sente cheio. Talvez fosse melhor não comer mais, mas está tão saboroso. Comer, para si, é a coisa mais importante e a sua vida centra-se na comida?

9. Está realmente desconfortável. Sente-se pesado, cansado e inchado. Já não socializa, prefere estar sozinho ou ir deitar-se. Será que perdeu a oportunidade de confraternizar para se centrar na comida?

10. Excessivamente cheio. Sente-se fisicamente desconfortável, não tem vontade de se mexer e sente que não volta a olhar mais para a comida.

Como lidar com a fome no dia a dia?

A atenção precisa ser plena enquanto você está se alimentando. Quanto mais conscientes estamos do que comemos, mais conectados ficamos com o nosso organismo. Por isso, nada de distração na hora das refeições, o que inclui o uso do celular, assistir TV, trabalhar e outras situações.

Além das distrações, evite também comer apressadamente, em uma reunião, no carro ou na frente do computador. Uma dica válida é buscar usar os 5 sentidos na hora de comer: sentir o cheiro, ouvir o barulho, ver o alimento e, se possível, até tocá-lo. Buscar identificar todos os sabores também vai trazer mais prazer e saciedade.

Optar por alimentos ricos em nutrientes e com alto efeito sacietógeno, que dão saciedade e são ricos em fibras solúveis, também é uma escolha inteligente para driblar a fome emocional. Por serem mais complexos, os alimentos com fibras exigem mais tempo de mastigação e permanecem mais tempo no aparelho digestivo. A aveia e o amaranto, por exemplo, são ótimos aliados da alimentação saudável e contribuem para a nutrição do corpo de maneira completa.

Entre os diversos tipos de cereais disponíveis no mercado, a aveia é considerada uma das mais ricas em fibras e excelente aliada da boa alimentação e da vida saudável. Fonte de minerais e vitaminas o cereal melhora o funcionamento intestinal, facilita a digestão, diminui o colesterol ruim e auxilia no controle  da quantidade de açúcar no sangue.

Por aumentarem a sensação de saciedade, as chias, são as queridinhas das dietas de emagrecimento e reeducação alimentar.

Seus grãos contêm uma grande quantidade de ácidos graxos do tipo ômega 3, que auxiliam no controle dos níveis do colesterol ruim (LDL) e dos triglicerídeos, fazendo muito bem ao coração. 

Conheça nossa linha completa de produtos integrais aqui.


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E agora? Como comprovar que este produto é 100% sem glúten?

24 de maio de 2017

Quem sofre de doença celíaca já sabe: não basta evitar o consumo de alimentos que contenham glúten, é preciso atenção redobrada sobre aqueles que possam sofrer qualquer tipo de contaminação cruzada.

Pode parecer exagero, mas os danos provocados pela doença celíaca ocorrem até mesmo em quantidades microscópicos do glúten (menos de 20ppm ou partes por milhão). Por isso, os rótulos e embalagens dos alimentos são uma importante fonte de informação.

Apesar de a lei brasileira obrigar as empresas a informarem na embalagem a presença ou não de glúten nos alimentos, quem é celíaco nem sempre se sente seguro. Para esclarecer as dúvidas, uma saída adotada é questionar diretamente as empresas e fabricantes sobre a linha de produção de determinado produto.

“Algumas empresas fazem uma testagem mais detalhada para garantir isenção e disponibilizam estes testes para o consumidor. Mas, no mundo todo, são os selos de certificação que deixam o celíaco seguro”, explica Ester Benatti, Secretaria Executiva da Fenacelbra (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil).

Ao contrário de países como Estados Unidos, Espanha e Argentina, o Brasil não possui um órgão certificador que ateste os produtos livres de glúten e do risco de contaminação cruzada. Por isso, uma estratégia adotada pelas empresas brasileiras é buscar lá fora, a certificação para os produtos que comercializam no Brasil.

A Vitalin Sem Glúten, por exemplo, foi a primeira empresa de capital nacional a ser certificada com o selo internacional Gluten-Free (GF), a principal certificação do mercado de alimentos sem glúten do mundo, reconhecido em 27 países.

Para ser certificado pela Gluten-Free Certification Organization (GFCO), a empresa precisou passar por auditorias em toda a cadeia produtiva e cumprir uma série de requisitos de qualidade a fim de garantir a segurança total dos produtos.

“O consumidor, principalmente o celíaco, precisa ter segurança no que está consumindo. Não se trata apenas de uma questão de qualidade do produto, mas de cuidado com a saúde do consumidor”, explica Rogério Manske, diretor presidente da Vitalin.

As aveias comercializadas pela Vitalin, por exemplo, vem de fazendas certificadas onde o plantio, colheita, transporte e moagem são rigidamente controlados, excluindo a possibilidade de contaminação cruzada.

Presente em todo os estados brasileiros, a Vitalin conta com uma ampla linha de produtos orgânicos e integrais sem glúten como granolas, aveias com frutas desidratadas, cookies integrais, snacks salgados, chia, quinoa, amaranto, linhaça, gergelim e açúcar mascavo.


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Pesquisa da Unicamp revela poder da chia na prevenção do câncer e do mal de Alzheimer

17 de dezembro de 2016

Pesquisadores recomendam uso regular da semente ou do óleo na comida. (Foto: Reprodução EPTV)

Há mais de 2 mil anos, a chia já era consumida pelos povos nativos da América Central. Hoje, ela é facilmente encontrada em empórios e supermercados e faz parte da dieta de quem procura uma alimentação saudável e rica em nutrientes.

Isso porque a chia é reconhecida mundialmente pela sua grande quantidade de minerais, fibras e vitaminas e por ser uma das maiores fontes vegetais de ômega 3, um ácido graxo essencial que nosso corpo não tem a capacidade de produzir.

Esta semana, um estudo do Departamento de Alimentos e Nutrição da Unicamp, em Campinas (SP), revelou que, além das propriedades nutritivas, o consumo da semente ou do óleo da chia pode ajudar na prevenção de vários tipos de doenças, entre elas o câncer e o mal de Alzheimer.

Segundo os pesquisadores, a chia possui um poder antioxidante que previne o envelhecimento precoce das células e ajuda a reduzir a quantidade de açúcar no sangue. “Nós verificamos que tanto com o consumo da semente quanto com o óleo de chia, mostrou um efeito anti-inflamatório, reduziu os níveis de colesterol em torno de 30% a 40% e também aumentou a concentração de ômega 3 nos animais”, explica a pesquisadora Rafaela Marineli sobre os resultados obtidos com o experimento.

A pesquisa para descobrir os efeitos da chia no organismo começou há quatro anos e foi divulgada esta semana pela Unicamp.


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