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Por que tantas pessoas estão optando por uma alimentação sem glúten?

29 de abril de 2019

Qualquer pessoa que vai ao supermercado consegue notar a diferença: há poucos anos era difícil encontrar produtos sem glúten nas prateleiras e atualmente há corredores inteiros reservados a estes itens. A mudança está relacionada a hábitos de consumo.

Os produtos glúten free nasceram para atender o público celíaco, que quadruplicou desde a década de 50. O organismo dos celíacos produz uma reação imunológica ao glúten e, por essa razão, estas pessoas precisam banir a proteína de sua alimentação. Pelo menos 55% dos consumidores celíacos gastam 30% do seu orçamento, ou mais, com produtos sem glúten, mas a grande reviravolta deste mercado veio com novos adeptos à dieta: as pessoas que buscam uma vida mais saudável.

Somente nos Estados Unidos, 28,5% das pessoas querem reduzir ou eliminar a proteína de suas refeições e o mercado de produtos gluten  free já movimenta mais de US$ 10 bilhões por ano. No mundo inteiro, essa tendência de mercado vem crescendo para atender um público consumidor exigente.

Mas por que tantas pessoas estão optando por uma alimentação sem glúten? Antes de mais nada, é preciso entender o que é essa substância, onde ela aparece e como pode ser evitada na alimentação.

O que é glúten e como ele é produzido?

Nos últimos anos criou-se um tabu relativo ao consumo do glúten, mas nem todo mundo sabe o que esta substância realmente é. Por isso vamos esclarecer: o glúten é a combinação de dois grupos de proteínas, a gliadina e a glutenina. É uma substância natural, encontrada dentro dos grãos de trigo, cevada e centeio.

Portanto, o glúten sempre esteve presente nesses ingredientes. A maneira como os grãos são produzidos na indústria moderna, contudo, pode ter relação com a forma que o nosso organismo metaboliza o glúten.

Ao longo dos anos, a indústria alimentícia vem desenvolvendo mutações nos grãos de trigo, para que eles sejam mais resistentes a pragas ou para que a colheita seja feita de forma mais eficiente. Em razão dessas modificações, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o trigo consumido atualmente possui 20 vezes mais glúten do que há 40 anos. E se não bastasse este aumento, alimentos com glúten estão cada vez mais presentes na rotina do brasileiro.

Evolução do consumo de glúten

Por fazer parte da composição de ingredientes tão comuns, o glúten aparece em muitas refeições. De acordo com a Embrapa, o consumo de farinha de trigo no Brasil dobrou desde os anos 70, passando de 30 kg por pessoa, ao ano, para 60 kg. A praticidade de pães, biscoitos, bolos e massas prontas vem recheada de glúten e esses são os protagonistas das refeições de muitas pessoas. O problema é que estes alimentos industrializados possuem poucas fibras, nutrientes, vitaminas e minerais e uma refeição pouco balanceada não tem como ser benéfica ao organismo.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos brasileiros não consomem as porções diárias de frutas, verduras e legumes recomendadas. E essa deficiência de nutrientes, somada ao acesso exagerado ao glúten, pode ter um impacto negativo na sua saúde.

O surgimento da sensibilidade ao glúten

Diferente da doença celíaca, a sensibilidade ao glúten é caracterizada como uma reação menos severa à ingestão desse tipo de alimento. Seus sintomas são diarreia, dor abdominal, gases, perda de peso, dores nos ossos ou nas juntas, dormência nas pernas, dores de cabeça, confusão mental, dermatite e anemia. E são essas reações no organismo que levam cada vez mais pessoas sensíveis ao glúten a reduzir ou eliminar a proteína de suas refeições.

Esta sensibilidade é uma doença que começou a ser estudada a pouco tempo e é difícil de ser diagnosticada, já que seus sintomas confundem-se com o de outras condições. Novos estudos, contudo, estão esclarecendo pontos relacionados à doença.

Pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriram que as pessoas que têm a barreira intestinal enfraquecida sofrem uma resposta imunológica inflamatória ao ingerir glúten, mesmo sem ter a doença celíaca ou alergia ao trigo. Diferente da reação celíaca, contudo, esses pacientes apresentam uma inflamação sistêmica espalhada pelo corpo, o que caracterizaria os sintomas citados.

As causas da sensibilidade não-celíaca ainda não foram comprovadas, mas esta condição está levando várias pessoas a reduzir a ingestão de glúten. Ao perceber o desaparecimento dos sintomas, estes pacientes relacionam a ausência da proteína a uma vida mais saudável, decidindo por excluir o glúten da alimentação.

A vida sem glúten veio para ficar

Os celíacos representam cerca de 1% da população mundial, mas acredita-se que mais 5% da população sofra com os sintomas da sensibilidade ao glúten. Para estas pessoas, o corte do glúten na alimentação pode resultar em efeitos positivos ao organismo, tais como:

  • melhor digestão dos alimentos;
  • maior absorção de vitaminas e minerais;
  • prevenção de casos de anemia;
  • redução de inflamações causadas por doenças autoimunes, artrites e problemas intestinais.

Para ajudar você na hora de escolher alimentos sem glúten, nutritivos e saborosos, a Vitalin oferece uma linha completa de produtos, como aveias, grãos, misturas para bolo, cookies e snacks. Dessa forma, você não precisa excluir da alimentação aquilo que mais gosta de comer. Acesse nosso site e saiba mais sobre as nossas opções. Ser saudável é se sentir bem!


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Como ter uma relação mais saudável com a comida?

15 de fevereiro de 2019

Você já percebeu que a nossa relação com a comida está intimamente ligada aos sentimentos? Desde a amamentação, por exemplo, o filho estabelece as primeiras conexões com a mãe, inclusive as emocionais. No decorrer da vida, essa relação toma proporções ainda mais significativas e em muitos casos, pode acarretar problemas emocionais e distúrbios alimentares.

Porém, o ato de comer também traz inúmeros benefícios, como aproximar as pessoas, por exemplo. Ao se alimentar, o ser humano produz hormônios relacionados ao prazer, como a endorfina, substância liberada também quando estamos cercados de pessoas de quem gostamos. A falta de tempo, fruto dos novos hábitos da vida moderna, tem afastado as pessoas e diminuído a qualidade dos alimentos ingeridos.

Na contramão dessa tendência, está o Slow Food, movimento criado na Itália em 1986 para retomar a importância do cuidado com a alimentação. A proposta é unir o prazer de comer com produção e consumo responsável dos alimentos. Isso quer dizer que ter um ritmo saudável de vida é tão importante quanto ser consciente de cada etapa que envolve a alimentação.

Além do Slow Food, outras atitudes também podem tornar nossa relação com a comida ainda mais prazerosa e saudável. Confira abaixo:

 

1 – Faça refeições em grupo

A história mostra que com a descoberta do fogo e o avanço no preparo dos alimentos, nossa espécie passou a se reunir para compartilhar a comida. E, dessa forma, a hora da refeição tornou-se uma espécie de ritual. O costume de reunir pessoas para comer está ligado à evolução e é capaz de estimular nossos instintos.

2- Divida as tarefas

Deixar a responsabilidade da alimentação com apenas uma pessoa da família pode ser difícil. Repartir os afazeres torna a atividade mais leve e prazerosa. Atividades como fazer a lista do supermercado, descascar e picar os legumes e até lavar a louça podem ser facilmente divididas.

3- Menos dieta e mais vida saudável

Em vez de embarcar em dietas da moda, consulte um médico ou nutricionista para verificar suas necessidades reais de alimentação. A saciedade de um corpo nutrido de verdade tornará as próximas escolhas mais conscientes em todas as refeições.

4- Coma comida de verdade

Evite abastecer a geladeira com congelados prontos. Esses alimentos ultraprocessados são ricos em sódio e gordura saturada, que colocam a saúde e o bem-estar em risco. Para fazer melhores escolhas, leia os rótulos. Privilegie itens naturais como frutas, legumes, verduras, grãos e cereais integrais e sementes. No caso de alimentos de origem animal, que tenham pouca ou nenhuma intervenção de rações, hormônios e aceleradores de crescimento.

5- Evite distrações à mesa

Quem se alimenta olhando o celular ou vendo televisão acaba ingerindo maior quantidade de comida do que o necessário. Isso acontece porque quando distraímos nosso cérebro, o corpo não percebe quando chega a saciedade e continua pedindo calorias. Aproveite o momento da refeição para ouvir suas necessidades e também para apurar os sentidos, apreciando o aroma, as texturas e os gostos.

 

Faça boas escolhas

Para facilitar uma relação mais saudável com a comida, escolhemos 3 cereais que são excelentes aliados nessa missão. Consumidos in natura ou misturados em receitas de doces e salgados, estes superalimentos podem ser facilmente encontrados em empórios e supermercados.

Amaranto

O amaranto é um cereal de origem andina com uma composição especial de proteínas que o tornam o maior aliado na redução do colesterol. Além disso, para pessoas com intolerância à lactose, torna-se um excelente complemento, fornecendo cálcio, fibras e outros minerais como magnésio, ferro, zinco e cobre.

Chia

A chia é uma semente consumida há gerações pelos povos nativos do México. Sua grande quantidade de minerais, fibras e vitaminas faz com que ela se torne uma riquíssima combinação de nutrientes. Conhecida como uma das maiores fontes vegetais de ômega 3, a chia auxilia na redução do colesterol, controle da glicemia e no combate ao envelhecimento precoce.

Quinoa

Em relação aos outros tipos de cereais, a quinoa é considerada a mais rica fonte de proteínas, vitaminas, minerais e aminoácidos, formando uma completa fonte nutritiva, com propriedades que se assemelham ao leite materno. Comer este grão auxilia no desenvolvimento da inteligência e da memória e no bom funcionamento do sistema nervoso. Além disso, suas fibras dão a sensação de saciedade, podendo favorecer o emagrecimento.

A Vitalin possui uma linha completa de alimentos inteiramente livres do processo de refinamento, mantendo as vitaminas, minerais e fibras originais. Além disso, nossa linha orgânica possui produtos certificados e inspecionados pelo IBD (Instituto Biodinâmico), que possui rigorosos padrões de conservação do meio ambiente e sustentabilidade do planeta, e contam com o selo de identificação do Sisorg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica), que você encontra em todas as nossas embalagens.

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Fome Real x Fome emocional: qual a diferença?

15 de janeiro de 2019

Você já parou para pensar se sente fome ou apenas vontade de comer? Se você é daquelas pessoas que abrem a geladeira para pensar, mesmo de barriga cheia ou sempre sente vontade de comer um “docinho”, talvez você tenha Fome Emocional, que é diferente da fome natural que sentimos, também conhecida como Fome Real ou Fome Fisiológica.

A Fome Real é identificada por meio dos sinais que o corpo manda quando precisa comer para sobreviver e ingerir nutrientes para realizar suas funções vitais. Ela pode se manifestar de diversas maneiras, como a sensação de “vazio no estômago”, tontura, dor de cabeça e irritação.

Já a Fome Emocional, também conhecida como Fome Psicológica, não está ligada às nossas necessidades fisiológicas, e sim, com a mente. Geralmente aparece nos momentos em que achamos que precisamos nos recompensar com comida por alguma situação que abalou o nosso estado emocional. É aí que entram os famosos: “eu mereço” ou o “hoje pode”. O grande problema é que o cérebro é esperto, e sabe que a recompensa é maior com a combinação de açúcar e gordura.

A Fome Emocional também acontece naqueles momentos de “vontade” repentina de comer determinado alimento, ou socialmente, quando estamos em momento de confraternização, festas com amigos e almoços familiares. É aquele sentimento de compartilhar o alimento e de jogar conversa fora enquanto beliscamos.

Para identificar se sua forma é realmente fisiológica, você precisa estar atento aos sinais do corpo. A escala da fome, desenvolvida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), ajuda a identificar as reações e é composta por 10 níveis, nos quais o 0 corresponde a “sem nada no estômago” e o 10 indica que está “realmente muito cheio, como um balão”.

Confira os detalhes da escala de 1 a 10:

1. Faminto: provavelmente com dor de cabeça. Não consegue se concentrar e começa a sentir-se tonto. Pode ter problemas de coordenação. Está sem energia e necessita deitar. Isto pode ocorrer durante uma dieta muito restritiva;

2. Não tolera nada: sente-se irritado, mal-humorado, com muita fome e com pouca energia. Pode até sentir náuseas. Está esfomeado;

3. O desejo de comer é forte: sente um vazio no estômago e a sua coordenação começa a diminuir;

4. Começa a pensar em comida: o seu organismo dá sinal de que quer comer. Está com alguma fome;

5. O seu corpo tem energia suficiente, tanto ao nível físico e psicológico e começa a se sentir satisfeito;

6. Sente-se satisfeito e confortável.

7. Passou o ponto da satisfação, no entanto, ainda consegue arranjar espaço para comer um pouco mais. O seu corpo diz “não” e a mente diz “sim” para mais algumas garfadas;

8. Já se sente cheio. Talvez fosse melhor não comer mais, mas está tão saboroso. Comer, para si, é a coisa mais importante e a sua vida centra-se na comida?

9. Está realmente desconfortável. Sente-se pesado, cansado e inchado. Já não socializa, prefere estar sozinho ou ir deitar-se. Será que perdeu a oportunidade de confraternizar para se centrar na comida?

10. Excessivamente cheio. Sente-se fisicamente desconfortável, não tem vontade de se mexer e sente que não volta a olhar mais para a comida.

Como lidar com a fome no dia a dia?

A atenção precisa ser plena enquanto você está se alimentando. Quanto mais conscientes estamos do que comemos, mais conectados ficamos com o nosso organismo. Por isso, nada de distração na hora das refeições, o que inclui o uso do celular, assistir TV, trabalhar e outras situações.

Além das distrações, evite também comer apressadamente, em uma reunião, no carro ou na frente do computador. Uma dica válida é buscar usar os 5 sentidos na hora de comer: sentir o cheiro, ouvir o barulho, ver o alimento e, se possível, até tocá-lo. Buscar identificar todos os sabores também vai trazer mais prazer e saciedade.

Optar por alimentos ricos em nutrientes e com alto efeito sacietógeno, que dão saciedade e são ricos em fibras solúveis, também é uma escolha inteligente para driblar a fome emocional. Por serem mais complexos, os alimentos com fibras exigem mais tempo de mastigação e permanecem mais tempo no aparelho digestivo. A aveia e o amaranto, por exemplo, são ótimos aliados da alimentação saudável e contribuem para a nutrição do corpo de maneira completa.

Entre os diversos tipos de cereais disponíveis no mercado, a aveia é considerada uma das mais ricas em fibras e excelente aliada da boa alimentação e da vida saudável. Fonte de minerais e vitaminas o cereal melhora o funcionamento intestinal, facilita a digestão, diminui o colesterol ruim e auxilia no controle  da quantidade de açúcar no sangue.

Por aumentarem a sensação de saciedade, as chias, são as queridinhas das dietas de emagrecimento e reeducação alimentar.

Seus grãos contêm uma grande quantidade de ácidos graxos do tipo ômega 3, que auxiliam no controle dos níveis do colesterol ruim (LDL) e dos triglicerídeos, fazendo muito bem ao coração. 

Conheça nossa linha completa de produtos integrais aqui.


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Como voltar à rotina alimentar depois das festas de fim de ano

2 de janeiro de 2019

O período das festas de fim de ano é sempre regado às deliciosas comidas típicas. Cada família tem seu jeitinho de celebrar, mas uma coisa é sempre unânime, um cardápio repleto de delícias! Muitas pessoas acabam se excedendo e adotando esse ritmo durante todo o período de férias, tentando voltar à rotina alimentar depois das festas e correr atrás do prejuízo.

A dieta detox, que vem se popularizando nos últimos anos, é um método para desintoxicar o organismo, adotado, frequentemente, por pessoas que desejam limpar o corpo dos excessos se livrar dos quilinhos extras. O ideal, antes de aderir por conta própria, é consultar um nutricionista, já que muitas dietas de desintoxicação limitam a questão do consumo de carnes, correndo o risco de desenvolver carência de certos nutrientes importantes para o corpo.

Para se recuperar de uma maneira geral, é necessário um conjunto de atitudes que já são muito conhecidas. Beber bastante líquido, principalmente água e comer alimentos mais naturais para ajudar o organismo a eliminar o excesso de toxinas, são mudanças que contribuem para o processo de volta à rotina da alimentação saudável.

Sinais que indicam que você precisa pegar leve na alimentação:

-Vontade constante de comer alimentos com açúcar, sal, ricos em carboidratos
-Inchaço e gases
-Acne
-Dores de cabeça e dores de estômago
-Letargia e cansaço
-Pele e cabelo secos
-Irritabilidade
-Constipação ou diarreia
-Mudanças de humor
-Falta de concentração
-Baixa imunidade
-Ganho de peso e dificuldade em perder peso

Alimentos que podem ser evitados no processo de limpeza:

-Alimentos com glúten
-Açúcar refinado
-Sal
-Gorduras trans e óleos refinados (milho, canola, girassol)
-Laticínios
-Aditivos e conservantes (nitratos, sulfatos, aromatizantes e corantes artificiais)
-Fast Foods e frituras
-Refrigerantes e sucos com adição de açúcar
-Café e álcool
-Bons hábitos

Além de evitar os alimentos citados acima nesta fase de adaptação, procure também tornar isso um hábito na sua alimentação do dia a dia. Dormir bem, exercitar-se e expor-se ao sol com segurança, são hábitos que também ajudam a ter uma rotina mais saudável de maneira completa.

O efeito desintoxicante da fibra do maracujá

Se consumida todos os dias, a fibra do maracujá ajuda a eliminar as toxinas que se acumulam no organismo prejudicando o funcionamento dos órgãos. Para alcançar o efeito desejado, consumir esse alimento diariamente, cerca de 1 colher de sopa, é uma boa estratégia. Por isso, varie o modo de acrescentá-la no cardápio: no suco, no iogurte, na salada, na sopa ou no alimento de sua preferência.

Vale lembrar que toda a dieta deve ser individualizada e acompanhada de hábitos saudáveis. Procure um médico ou nutricionista para definir qual o melhor plano alimentar para você.


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Mais brincadeiras, mais saúde

15 de dezembro de 2017

A base para uma vida saudável na fase adulta depende de bons hábitos adquiridos na infância. A recomendação de pediatras e profissionais de educação física fazem ainda mais sentido quando confrontada com dados da agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS: mais da metade da população brasileira está com sobrepeso. Entre as crianças menores de cinco anos, estima-se que 7,3% estão acima do peso.
Se uma boa saúde também faz parte da “herança” que você pretende deixar para o seu filho, é hora então de se mexer! Siga ao pé da letra a recomendação do guia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), garanta que ele faça atividades físicas regularmente ao invés de passar horas em frente às telas de tablets, computadores ou TVs.

Veja como é fácil começar, basta seguir alguns passos!

– Converse com seu filho para que ele entenda a necessidade de se exercitar e descubra qual atividade mais o agrada;
– A atividade precisa ser de acordo com a idade da criança;
– Planeje as atividades e verifique se seu filho tem tempo, roupas, equipamentos adequados para a prática escolhida;
– Aposte em brinquedos que envolvam atividades com bolas, cordas de pular, parques e outros brinquedos ativos;
– Modelo: lembre-se que as crianças que veem os pais praticando esportes e atividades físicas são mais propensas a fazê-lo;
– Esporte deve ser uma brincadeira. Ajude seu filho a aprender um novo esporte;
– Desligue a TV e reserve tempo para o exercício. Algumas crianças são tão ocupadas com a lição de casa, aulas e outras atividades planejadas que não têm tempo para esporte;
– Seja versátil, combine diferentes tipos de atividades para se exercitar e divertir;
– Com amigos é melhor! Estimule os esportes em grupo ou coletivos;
– Filosofia: ensine que participar é mais importante que ganhar!
– Passeios e caminhadas com a família é uma forma de fazer atividades ao ar livre e estimular a prática de exercícios.

De um modo geral, a cartilha da Sociedade Brasileira de Pediatria observa que ser fisicamente ativo todos os dias é importante para a promoção da saúde integral de crianças e adolescentes. É fundamental que as atividades sejam prazerosas e adequadas ao estado individual de crescimento e desenvolvimento da criança e do adolescente

Saiba quais são os benefícios imediatos da atividade física:

– Melhor autoestima;
– Desenvolve ossos, músculos e articulações mais fortes;
– Melhora a postura e o equilíbrio;
– Fortalecimento do coração;
– Estabelece uma faixa de peso saudável;
– Melhora a interação social com os amigos;
– Aprende novas habilidades enquanto se diverte;
– Melhora o foco e concentração durante as aulas.

Conheça os tipos de atividades:

Resistência
Atividades de resistência podem ser muito divertidas e não é obrigatório que sejam competitivas:
Futebol, basquete, vôlei, queimada;
Ciclismo, patinação, skate;
Natação, dança, tênis, artes marciais;
Caminhada, corrida, pular corda, jogos em grupos, etc.

Flexibilidade
Atividades que estimulam a dobrar, esticar e alcançar promovem a flexibilidade:
Jogo ativo em um playground;
Cavar no jardim ou na praia, varrer folhas;
Ginástica, dança, parede de escalada;
Yoga, saltos, alongamento durante brincadeiras etc.

Força
Ajuda a fortalecer ossos fortes, músculos e boa postura:
Levantar e carregar coisas como mantimentos, lixo e resíduos de jardim;
Subir escadas;
Ginástica;
Atividades no playground: barras de macaco, postes de escala, entre outros.


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