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E agora? Como comprovar que este produto é 100% sem glúten?

24 de maio de 2017

Quem sofre de doença celíaca já sabe: não basta evitar o consumo de alimentos que contenham glúten, é preciso atenção redobrada sobre aqueles que possam sofrer qualquer tipo de contaminação cruzada.

Pode parecer exagero, mas os danos provocados pela doença celíaca ocorrem até mesmo em quantidades microscópicos do glúten (menos de 20ppm ou partes por milhão). Por isso, os rótulos e embalagens dos alimentos são uma importante fonte de informação.

Apesar de a lei brasileira obrigar as empresas a informarem na embalagem a presença ou não de glúten nos alimentos, quem é celíaco nem sempre se sente seguro. Para esclarecer as dúvidas, uma saída adotada é questionar diretamente as empresas e fabricantes sobre a linha de produção de determinado produto.

“Algumas empresas fazem uma testagem mais detalhada para garantir isenção e disponibilizam estes testes para o consumidor. Mas, no mundo todo, são os selos de certificação que deixam o celíaco seguro”, explica Ester Benatti, Secretaria Executiva da Fenacelbra (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil).

Ao contrário de países como Estados Unidos, Espanha e Argentina, o Brasil não possui um órgão certificador que ateste os produtos livres de glúten e do risco de contaminação cruzada. Por isso, uma estratégia adotada pelas empresas brasileiras é buscar lá fora, a certificação para os produtos que comercializam no Brasil.

A Vitalin Sem Glúten, por exemplo, foi a primeira empresa de capital nacional a ser certificada com o selo internacional Gluten-Free (GF), a principal certificação do mercado de alimentos sem glúten do mundo, reconhecido em 27 países.

Para ser certificado pela Gluten-Free Certification Organization (GFCO), a empresa precisou passar por auditorias em toda a cadeia produtiva e cumprir uma série de requisitos de qualidade a fim de garantir a segurança total dos produtos.

“O consumidor, principalmente o celíaco, precisa ter segurança no que está consumindo. Não se trata apenas de uma questão de qualidade do produto, mas de cuidado com a saúde do consumidor”, explica Rogério Manske, diretor presidente da Vitalin.

As aveias comercializadas pela Vitalin, por exemplo, vem de fazendas certificadas onde o plantio, colheita, transporte e moagem são rigidamente controlados, excluindo a possibilidade de contaminação cruzada.

Presente em todo os estados brasileiros, a Vitalin conta com uma ampla linha de produtos orgânicos e integrais sem glúten como granolas, aveias com frutas desidratadas, cookies integrais, snacks salgados, chia, quinoa, amaranto, linhaça, gergelim e açúcar mascavo.


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12 mitos e verdades sobre alimentos sem glúten

16 de maio de 2017

Quem nunca ouviu falar nos benefícios dos alimentos sem glúten e ficou em dúvida se eles realmente fazem bem à saúde ou se deveria incluí-los na sua alimentação? Para tirar estas dúvidas, a Vitalin ouviu especialistas e produziu este guia com mitos e verdades sobre alimentação sem glúten.

1 – Antes de tudo, o que é o glúten?

O glúten é a combinação de dois grupos de proteínas: a gliadina e a glutenina, encontradas dentro de grãos de trigo, cevada e centeio – mais precisamente no endosperma, a reserva nutritiva do embrião da planta.

Ele está presente em massas como o pão, o macarrão, o bolo e a bolacha e tem a função de deixar a massa mais elástica e, ao mesmo tempo, resistente para não arrebentar quando esticada. Outra função do glúten é ajudar no crescimento da massa e dar uma textura macia.

A ANVISA (órgão regulador) determina que todos os produtos industrializados são obrigados a identificar no rótulo da embalagem a seguinte informação: CONTÉM ou NÃO CONTÉM GLÚTEN.

2 – O glúten é um carboidrato?

Não. O glúten é uma proteína vegetal e está presente em quase todas as preparações do nosso dia-a-dia como pães, torradas, macarrão e outras massas de farinha de trigo, biscoitos e até na cerveja.

3 – Alimentos integrais possuem glúten?

Sim. Mesmo na versão integral, os alimentos citados, se preparados com trigo, cevada ou centeio e se não houver um cuidado para evitar contaminação cruzada, contêm glúten. Ou seja, o glúten está presente em diversos cardápios, mesmo de alimentação saudável e equilibrada.

4 – A dieta sem glúten é indicada somente para quem tem doença celíaca?

Não. O glúten também está restrito às pessoas que têm dermatite herpetiforme, sensibilidade ou intolerância ao glúten, e, em alguns casos, síndrome do intestino irritável.

5 – Se não sou celíaco, nem intolerante ao glúten, qual o benefício de retirar o glúten da minha alimentação?

Segundo o nutricionista Marco Aurélio Millnitz, o principal benefício está no fato de diminuir o consumo de farinhas refinadas, normalmente pobres em nutrientes. “A retirada do glúten é como uma porta para aumentar o consumo de alimentos mais nutritivos”, reforça o nutricionista.

6 – Comer alimentos sem glúten emagrece?

Mito. Não é a ausência do glúten que emagrece, mas o fato da pessoa deixar de comer alimentos ricos em gorduras, açúcares e carboidratos como as bolachas recheadas, massas, pães e bolos. Ou seja, deixar de comê-los reduz automaticamente a ingestão calórica, e como consequência, ocorre a perda de peso.

Existem também aqueles alimentos que são naturalmente sem glúten e contribuem para a saúde como um todo, auxiliando ainda na perda de peso como a quinoa, chia, linhaça, gergelim e amaranto.

7 – O glúten faz mal para saúde de quem não é celíaco?

Sim. “Sempre defendo que a saúde do intestino é como um termômetro da saúde. Ele regula praticamente tudo no organismo, principalmente a sua imunidade, passando pela disposição e humor. Portanto, para ter um intestino saudável, esqueça o pão como rotina diária”, enfatiza a médica Bianca Gastaldi. Segundo ela, o ideal é que, para os que não têm intolerância ao glúten, o pão com farinha de trigo seja apenas aquele alimento para se degustar eventualmente.

8 – Existe alguma relação do glúten com a diabetes e outras doenças?

Sim. Segundo a endocrinologista Mariana Selbach, o glúten age como uma espécie de cola que gruda nas paredes intestinais. Essa cola, aos poucos, resulta em uma saturação do aparelho digestivo, causando uma inflamação silenciosa, hipersensibilidades e alterações metabólicas, principalmente pelo estímulo do glúten ao sistema insulino-glicêmico, o que traz consigo alguns outros problemas bem desagradáveis como:

Acúmulo de gordura abdominal
•  Dores nas articulações
•  Alergias
•  Dores de cabeça
•  Mau humor e irritabilidade
•  Sensação de mal estar

“O aumento da gordura abdominal é uma das condições que entram no diagnóstico de síndrome metabólica que, por sua vez, está relacionado ao aumento da probabilidade de desenvolver várias doenças como: diabetes, hipertensão, dislipidemia, psoríase e até alopécia (perda de cabelo)”, explica.

9 – Posso tirar o glúten da dieta, sem consultar um médico?

Alguns alimentos não podem ser retirados de algumas dietas. Cada pessoa pode ter carência de algum nutriente que pode conter no alimento com glúten. O ideal é, primeiro, buscar por nutricionistas que vão direcionar a melhor dieta para o seu cardápio.

10 – Os produtos sem glúten são menos calóricos?

Mito. Os produtos sem glúten podem conter gordura, açúcar, corantes e conservantes. Por isso, escolha aqueles que tenham menos de 3g de gordura total na porção e ao menos 2,5g de fibra. Leia além do rótulo, a tabela nutricional. Saiba como ler o rótulo neste artigo.

11 – Afinal, a aveia contém glúten?

Não. Por natureza, o grão de aveia não contém glúten, mas outro tipo de proteína chamada “avenalina”. Ela é similar ao glúten, mas não costuma causar a mesma reação inflamatória no organismo dos celíacos. Por isso, em outros países, em geral, seu consumo é liberado para celíacos.

Mas é importante ficar atento! Dependendo da forma de plantio, cultivo e processamento, a aveia pode sofrer contaminação cruzada, sendo impedida de ser comercializada como “sem glúten”. Por isso, o fato de os médicos não recomendarem seu consumo a quem tem doença celíaca.

Já a aveia comercializada pela Vitalin possui certificação Gluten-Free (GF), pois são importadas de fazendas certificadas onde o plantio, colheita, transporte e moagem são rigidamente controlados, excluindo a possibilidade de contaminação.

12 – Quais são os alimentos que não contém glúten?

Frutas, legumes e verduras em geral
•  Carnes e peixes
•  Arroz e derivados, mandioca, amêndoa, milho, feijão, ervilha, soja, inhame
•  Amaranto, araruta, quinoa, chia, linhaça
•  Amido de milho, tapioca, fécula de batata e polenta
•  Sal, açúcar, gelatina
•  Óleos, azeite, manteigas e margarinas

Existem também alimentos sem glúten que podem ser comprados em supermercados e lojas de produtos naturais como pães, massas, granolas e biscoitos. Nestes casos, leia o rótulo e verifique a indicação “não contém glúten”.

Os produtos da marca Vitalin, além da informação “sem glúten”, também apresentam o selo Gluten-Free (GF) no rótulo. Este selo reconhece a qualidade dos produtos e garante que todo seu processo produtivo é livre de contaminação cruzada.


PROFISSIONAIS CONSULTADOS:

Mariana
Mariana Selbach Otero
CRM/SC 13367 RQE 11039
Endocrinologista, graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina.
www.clinicaemdia.com.br


bianca

Bianca Gastaldi
CRM 10.953 RQE 13.915
Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina. Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira.
www.biancagastaldi.com.br


marco

Marco Aurélio Millnitz
CRN 10 – 4377
Nutricionista pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e proprietário da Nutrimil
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